quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Os 4 Elementos sob a pespectiva do Esoterismo e Filosofia: ÁGUA

 

 





 

Aspecto

Correspondência para o Elemento Água

Direção

Oeste

Cor

Azul, verde-água, prata

Símbolo

Cálice, Copo

Instrumento Mágico

Cálice, caldeirão

Arcano Maior

Copas (nos tarôs)

Arcanjo

Gabriel

Ciclo da Vida

Envelhecer

Estação

Outono

Zodíaco

Câncer, Escorpião, Peixes

Gema

Safira

Qualidade

Emotivo, intuitivo

Elemental

Ondinas (Espíritos da Água)

Rei Elemental

Niksa

Chakra

Chakra Sacral

Plano

Astral, emocional

Sensação

Paladar

Solido Platônico

Icosahedro

Símbolos Adicionais

Conchas, peixes, ondas




O Cântico Wiccaniano lembra - “o oceano é o início do mundo, toda vida vem do mar”; o valor gerador do elemento água, que não apenas dá gera a vida, mas a mantém em seu curso. Thales de Mileto, filósofo grego já pensava sobre esse tema colocando a água como fundação da vida, os antigos babilônicos em seu mito de criação narram a história de Apsu, o deus das águas doces e Tiamat deusa das águas do mar. Sem água em estado líquido, a vida na terra jamais teria seguido seu curso da maneira que conhecemos, todas as reações químicas em nosso corpo e fora dele, o metabolismo de cada ser vivo depende desse solvente universal para acontecer.

É estranho pensar que o nosso corpo, contém a água que já esteve nos rios, na chuva, no esgoto, dentro de outros seres e que algum dia toda essa água não estará mais em nós, mas que nunca será a mesma. Dizem que não se pode tomar banho duas vezes no mesmo, por que o rio não é o mesmo e que nós também não somos os mesmos.

Misticamente a água guarda também a memória de onde já esteve; partindo desse princípio é baseado também a pratica da Homeopatia, que concebe que a água guarda a memória da substância a qual entrou em contato, guardando assim a sua assinatura energética daquela substância que é ativada com as dinamizações realizada (não que eu faça uso da homeopatia, mas é no mínimo interessante que essa prática tenha se mantido  por muitos anos, e que ainda hoje, à luz da ciência moderna, há coisas que não podemos explicar dentro dessa prática).

Flertando agora com uma pseudociência apocalíptica (o que eu me tornei?), há quem diga que essa capacidade de memória da água vem de uma propriedade muito rara que lhe ocorre entre moléculas que são as pontes de hidrogênio, que por sua vez seriam ligações nem tão fortes como as covalentes, mas não tão fracas a ponto de extinguirem facilmente em certos contextos -  o que explica fenômenos como a capilaridade e a tensão superficial que são importantes para fisiologia das plantas por exemplo; e que a memória da água atuaria em nível quântico em uma troca de partículas submoleculares, e em contato com outras moléculas e por meio da fluidez das ligações de hidrogênio, comunicaria à próxima molécula de água a informação recebida e assim por diante (querido leitor, me perdoe por esse parágrafo chucro).

Assim como o fogo, a água pode nutrir e construir, ou destruir e matar; isso é expresso pela antiga dicotomia de que a água do mar é a vida dos peixes deste ambiente, mas pode ser mortal para nós. Essa dualidade entre vida e morte foi observada e mitificada por muitas culturas ao longo das eras, destaco aqui a mitologia egípcia  no qual o pós vida é acessado através de uma viagem pelo rio Amenti, guiada pelo célebre Caronte; ou ainda a mitologia céltica, que atribui as as ilhas da benção – pós vida, (tradução livre  de Isles of the blessed) como sendo atravessados por um oceano; dessa forma esotericamente representamos também o inconsciente humano como um oceano de coisas a serem iluminadas e guardadas pela luz do sol (razão) e da lua (emoção), e que os sonhos seriam emersões vívidas deste inconsciente. Sem o oceano do nosso inconsciente arrisco dizer que certamente existiríamos, mas não seríamos vivos.

A água dessa forma é associada com o transporte de coisas e pessoas, como com os navios e barcos pela água, mas esotericamente também com sentimentos, ideias e o paladar; a saliva é a fonte mais rápida e acessível de água que o sangue, e a saliva cumpre o papel de primeiro “solvente” do que chega em nossa boca, seja o gosto das comidas ou mesmo para se conectar a uma pessoa como no hábito social do beijo, ou ainda cumpriria o papel de solvente/lubrificante durante a troca sexual.

Um dos ensinamentos filosóficos da água é a capacidade de resiliência, de transformar-se a cada novo obstáculo; assumindo a forma do recipiente onde está, correndo o curso do rio através das pedras e se adaptando. Seu dogma da arte é o Ousar que em contrapartida relacionado ao fogo que é o querer; é fazer valer, agir, seguir e ser resiliente tal como a água, observando que não podemos controlar a água plenamente em seu curso, mas podemos direcionar para nossos objetivos e utilizar seu poder de forma construtiva, não apenas ser levados pela correnteza dos sentimentos.

O acrônimo alquímico da água: AQUA - Album Quae Vehit Aurum, branco que revela o dourado, faz referência não apenas ao mercúrio; mas ao mercúrio dos filósofos, pois os sentimentos puros (água/mercúrio) verdadeiros mostram a beleza e pureza do seu ser (ouro).

Além disso, a água está relacionada com o psiquismo que para psicologia pode ser definido como as noções de alma, pensamento, drama pessoal e vida afetiva, mas para a magia é a obtenção da capacidade de moldar esses princípios em si mesmo e em outras pessoas por meio da conexão e harmonização com o elemento água presente em tudo.

Trabalhar com o elemento água pode nos habilitar para compreensão de temas como: compaixão, morte, sonhos, emoções, empatia, sexualidade, psiquismo, serenidade e verdade. E sob aspecto desequilibrado esse elemento pode causar: medo, inveja, dor, angústia, engano e ódio.

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Deixo com vocês uma canção que me conecta muito com esse elemento:



Abraços!

 Be like water.

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