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Aspecto |
Correspondência para o Elemento Água |
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Direção |
Oeste |
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Cor |
Azul, verde-água, prata |
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Símbolo |
Cálice, Copo |
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Instrumento Mágico |
Cálice, caldeirão |
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Arcano Maior |
Copas (nos tarôs) |
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Arcanjo |
Gabriel |
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Ciclo da Vida |
Envelhecer |
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Estação |
Outono |
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Zodíaco |
Câncer, Escorpião, Peixes |
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Gema |
Safira |
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Qualidade |
Emotivo, intuitivo |
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Elemental |
Ondinas (Espíritos da Água) |
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Rei Elemental |
Niksa |
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Chakra |
Chakra Sacral |
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Plano |
Astral, emocional |
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Sensação |
Paladar |
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Solido Platônico |
Icosahedro |
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Símbolos Adicionais |
Conchas, peixes, ondas |
O Cântico Wiccaniano lembra - “o
oceano é o início do mundo, toda vida vem do mar”; o valor gerador do elemento
água, que não apenas dá gera a vida, mas a mantém em seu curso. Thales de Mileto,
filósofo grego já pensava sobre esse tema colocando a água como fundação da vida,
os antigos babilônicos em seu mito de criação narram a história de Apsu, o deus
das águas doces e Tiamat deusa das águas do mar. Sem água em estado líquido, a vida
na terra jamais teria seguido seu curso da maneira que conhecemos, todas as reações
químicas em nosso corpo e fora dele, o metabolismo de cada ser vivo depende
desse solvente universal para acontecer.
É estranho pensar que o nosso corpo,
contém a água que já esteve nos rios, na chuva, no esgoto, dentro de outros seres
e que algum dia toda essa água não estará mais em nós, mas que nunca será a
mesma. Dizem que não se pode tomar banho duas vezes no mesmo, por que o rio não
é o mesmo e que nós também não somos os mesmos.
Misticamente a água guarda também
a memória de onde já esteve; partindo desse princípio é baseado também a pratica
da Homeopatia, que concebe que a água guarda a memória da substância a qual entrou
em contato, guardando assim a sua assinatura energética daquela substância que
é ativada com as dinamizações realizada (não que eu faça uso da homeopatia,
mas é no mínimo interessante que essa prática tenha se mantido por muitos anos, e que ainda hoje, à luz da
ciência moderna, há coisas que não podemos explicar dentro dessa prática).
Flertando agora com uma pseudociência
apocalíptica (o que eu me tornei?), há quem diga que essa capacidade de
memória da água vem de uma propriedade muito rara que lhe ocorre entre moléculas
que são as pontes de hidrogênio, que por sua vez seriam ligações nem tão fortes
como as covalentes, mas não tão fracas a ponto de extinguirem facilmente em certos
contextos - o que explica fenômenos como
a capilaridade e a tensão superficial que são importantes para fisiologia das
plantas por exemplo; e que a memória da água atuaria em nível quântico em uma
troca de partículas submoleculares, e em contato com outras moléculas e por
meio da fluidez das ligações de hidrogênio, comunicaria à próxima molécula de
água a informação recebida e assim por diante (querido leitor, me perdoe por
esse parágrafo chucro).
Assim como o fogo, a água pode
nutrir e construir, ou destruir e matar; isso é expresso pela antiga dicotomia
de que a água do mar é a vida dos peixes deste ambiente, mas pode ser mortal
para nós. Essa dualidade entre vida e morte foi observada e mitificada por
muitas culturas ao longo das eras, destaco aqui a mitologia egípcia no qual o pós vida é acessado através de uma viagem
pelo rio Amenti, guiada pelo célebre Caronte; ou ainda a mitologia céltica, que
atribui as as ilhas da benção – pós vida, (tradução livre de Isles of the blessed) como sendo
atravessados por um oceano; dessa forma esotericamente representamos também o inconsciente
humano como um oceano de coisas a serem iluminadas e guardadas pela luz do sol (razão)
e da lua (emoção), e que os sonhos seriam emersões vívidas deste inconsciente. Sem
o oceano do nosso inconsciente arrisco dizer que certamente existiríamos, mas não
seríamos vivos.
A água dessa forma é associada com
o transporte de coisas e pessoas, como com os navios e barcos pela água, mas esotericamente
também com sentimentos, ideias e o paladar; a saliva é a fonte mais rápida e acessível
de água que o sangue, e a saliva cumpre o papel de primeiro “solvente” do que
chega em nossa boca, seja o gosto das comidas ou mesmo para se conectar a uma
pessoa como no hábito social do beijo, ou ainda cumpriria o papel de solvente/lubrificante durante a troca sexual.
Um dos ensinamentos filosóficos da
água é a capacidade de resiliência, de transformar-se a cada novo obstáculo;
assumindo a forma do recipiente onde está, correndo o curso do rio através das
pedras e se adaptando. Seu dogma da arte é o Ousar que em contrapartida relacionado
ao fogo que é o querer; é fazer valer, agir, seguir e ser resiliente tal como a
água, observando que não podemos controlar a água plenamente em seu curso, mas
podemos direcionar para nossos objetivos e utilizar seu poder de forma construtiva,
não apenas ser levados pela correnteza dos sentimentos.
O acrônimo alquímico da água:
AQUA - Album Quae Vehit Aurum, branco que revela o dourado, faz referência não
apenas ao mercúrio; mas ao mercúrio dos filósofos, pois os sentimentos puros (água/mercúrio)
verdadeiros mostram a beleza e pureza do seu ser (ouro).
Além disso, a água está relacionada
com o psiquismo que para psicologia pode ser definido como as noções de alma,
pensamento, drama pessoal e vida afetiva, mas para a magia é a obtenção da
capacidade de moldar esses princípios em si mesmo e em outras pessoas por meio da
conexão e harmonização com o elemento água presente em tudo.
Trabalhar com o elemento água
pode nos habilitar para compreensão de temas como: compaixão, morte, sonhos, emoções,
empatia, sexualidade, psiquismo, serenidade e verdade. E sob aspecto
desequilibrado esse elemento pode causar: medo, inveja, dor, angústia, engano e
ódio.
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Deixo com vocês uma canção que me conecta muito com esse elemento:
Abraços!
Be like water.
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